Entenda como tratar a incontinência urinária feminina

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7 de agosto de 2017

Entenda como tratar a incontinência urinária feminina

A perda involuntária de urina, também conhecida como incontinência urinária, é um problema comum e que normalmente gera certo desconforto para quem sofre com a questão. Trata-se de uma condição que afeta a qualidade de vida da mulher e aumenta de incidência conforme a idade.
Apesar de ocorrer em ambos os sexos, a incontinência urinária feminina possui registros 2 vezes mais altos do que a masculina, conforme a Sociedade Brasileira de Urologia. É um problema que atinge todas as faixas etárias, porém, sendo mais presente entre os idosos. Isso pode ocorrer por diferentes causas, como:

  • Esforço físico no parto natural;
  • Menopausa;
  • Infecções urinárias ou vaginais;
  • Fraqueza da musculatura;

Cabe destacar que, além de significar um problema físico, a incontinência urinária feminina também afeta o lado emocional da mulher. Não são poucos os casos de mulheres que se isolam socialmente por causa do preconceito e receio de passar por constrangimentos.

 

Como ocorre o problema?

A urina é produzida constantemente pelos rins e se armazenada na bexiga. Esse órgão, por sua fez, possui um músculo denominado esfíncter, o qual é responsável por manter o canal de eliminação da urina (uretra) fechado.
Quando a bexiga se encontra cheia, envia estímulos ao cérebro da pessoa, que sente, então, a necessidade de eliminar a urina. Diante disso, pode decidir ou não urinar naquele momento.
Porém, no caso da incontinência urinária feminina, o controle de urina pode se encontrar comprometido em várias fases do processo.

 

Tipos de incontinência urinária feminina

A incontinência urinária feminina pode se manifestar de várias formas, como diante de um esforço físico, uma tosse, uma risada, ou qualquer outra ação que gere pressão na região do abdômen. São vários os tipos, dos quais se destacam os seguintes:

 

Leves e moderadas

Por esforço: a incontinência urinária feminina ocorre quando a região pélvica da mulher, ou o esfíncter, é incapaz de reter a saída da urina. Pode se manifestar ao se exercitar, ao espirar, ou fazer algum movimento que pressione a bexiga;

De urgência: ocorre quando a vontade de urinar é tão grande que a mulher não consegue segurar a tempo de ir ao banheiro. Isso pode passar, inclusive, quando a bexiga não está cheia;

Mista: a incontinência urinária feminina é a combinação de mais de um tipo de perda de urina;

 

Graves

Por transbordamento: é uma espécie de vazamento que acontece quando a bexiga está cheia. Além disso, há casos em que a bexiga não se esvazia por completo, o que provoca o gotejamento;

Total: a fuga de urina é constante. O esfíncter feminino já não é mais capaz de manter o canal urinário fechado;

 

Como tratar a incontinência urinária feminina?

O primeiro passo para tratar a incontinência urinária feminina é passar por uma análise médica, a qual detecta a gravidade do problema e indica a técnica mais adequada.
Cabe destacar que a maior parte dos quadros tem cura, ou pelo menos há chance de os sintomas serem aliviados. Entre os procedimentos mais utilizados estão:

  • Uso de medicamentos;
  • Fisioterapia;
  • Procedimentos a laser;
  • Cirurgia;

 

Sling, uma cirurgia simples e efetiva

Em alguns casos, a cirurgia acaba sendo o procedimento mais indicado para tratar da incontinência urinária feminina. A técnica mais comum é o implante de sling, um procedimento minimamente invasivo.
O sling consiste em implantar uma tela cirúrgica de polipropileno  ao redor da uretra e no colo da bexiga. Isso ajuda a uretra a manter-se fechada diante de esforços físicos. O procedimento ocorre por via vaginal e normalmente a mulher é liberada no mesmo dia. Os índices de cura variam entre 70% a 100% na maioria dos casos.

Dicas para evitar a incontinência urinária

  • Eliminar o excesso de peso;
  • Evitar o consumo abusivo de álcool e cafeína;
  • Deixar de fumar;
  • Não reter a vontade de urinar;